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Dia do trabalho e o que temos para comemorar?



Homem no escritório olhando reflexivo pela janela de vidro

Ao fazer uma breve análise da vida de um indivíduo na contemporaneidade e se comparados com indivíduos de 60 anos atrás, pode-se observar que hoje há uma necessidade desta relação com o trabalho que se tornou indispensável. Diante de tantos avanços tecnológicos que assombram cada dia mais os postos de trabalho, esses indivíduos precisam estar sempre em busca do “mais”, que se transforma em aperfeiçoamento, novas buscas o que acaba gerando um grande sofrimento nos indivíduos.

Diante dos processos e das transformações socioeconômicas que o país atravessa, observa-se que muitos indivíduos vem acompanhado tais transformações e apresentando um certo direcionamento de onde e quando o trabalho tornou-se o centro das suas vida. É inegável que desde que o capitalismo assolou a sociedade o homem tem se dedicado cada vez mais ao seu trabalho, transformando muitas vezes essa relação no pode-se identificar uma simbiose, onde os limites de trabalho, vida pessoal e vínculos se transformaram em questões completamente indissociáveis.

E o que os sujeitos tem para comemorar nesse dia do trabalho?

A partir de um olhar psicológico é possível olhar para o adoecimento psíquico que esta relação vem proporcionando aos sujeitos e de como há uma relação simbiótica com esse ambiente, o que torna ainda mais adoecedor esse vínculo, entretanto nessas condições, possivelmente importantes características na referência à saúde dos trabalhadores, sejam psíquicas ou físicas reconhecendo as situações de risco do trabalho para sua saúde, observando tais condições de subordinação e obediência.

Hoje é possível observar que muitos sujeitos vem adoecendo em função das suas exaustivas jornadas de trabalho e das incertezas que seus vínculos empregatícios estão proporcionando. A psique entende que um ambiente de trabalho saudável se relaciona diretamente com indivíduos mais colaborativos e mais participativos, que atua como um fator fundamental para o desenvolvimento de um espaço que ofereça fortalecimento de vínculos dos pontos de vista individual e coletivo.

Na atual conjuntura econômica e política e diante da crise se instalada no país, há quem diga que quem tem emprego, independente do qual seja, é um sujeito de sorte. Essa subordinação e obediência consciente diz respeito ao ritmo de trabalho, o que leva a grande sofrimento psíquico, acarretando às pressões cotidianas, e todos esses fatores merecem atenção especial que está voltada para a qualidade da saúde mental.

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